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DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA - CREDO

I- Escrituras Sagradas

•  A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana.

•  Sl 119.89; Hb 1.1; Is 40.8; Mt 24.35; Lc 24.44,45; Jo 10.35; Rm 3.2; 1Pe 1.25; 2Pe 1.21

•  É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens.

•  Is 40.8; Mt 22.29; Hb 1.1,2; Mt 24.35; Lc 24.44,45; 16.29; Rm 16.25,26; 1Pe 1.25

•  Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo.

•  Ex 24.4; 2Sm 23.2; At 3.21; 2Pe 1.21

•  Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes, e promover a glória de Deus.

•  Lc 16.29; Rm 1.16; 2Tm 3.16,17; 1Pe 2.2; Hb 4.12; Ef 6.17; Rm 15.4
Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro, e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina.

•  Sl 19.7-9; 119.105; Pv 30.5; Jo 10.35; 17.17; Rm 3.4; 15.4; 2Tm 3.15-17

•  Revela o destino final do mundo e os critérios pelo qual Deus julgará todos os homens.

•  Jo 12.47,48; Rm 2.12,13

•  A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas as doutrinas e a conduta dos homens.

•  2Cr 24.19; Sl 19.7-9; Is 34.16; Mt 5.17,18; Is 8.20; At 17.11; Gl 6.16; Fp 3.16; 2Tm 1.13

•  Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo.

•  Lc 24.44,45; Mt 5.22,28,32,34,39; 17.5; 11.29,30; Jo 5.39,40; Hb 1.1,2; Jo 1.1,2,14

II- Deus

•  O único Deus vivo e verdadeiro é Espírito pessoal, eterno, infinito e imutável; é onipotente, onisciente, e onipresente; é perfeito em santidade, justiça, verdade e amor.

•  Dt 6.4; Jr 10.1; Sl 139; 1Co 8.6; 1Tm 2.5,6; Ex 3.14; 6.2,3; Is 43.15; Mt 6.9; Jo 4.24; 1Tm 1.17; Ml 3.6; Tg 1.17; 1Pe 1.16,17

•  Ele é o criador, sustentador, redentor, juiz e Senhor da história e do universo, que governa pelo seu poder, dispondo de todas as coisas, de acordo com o seu eterno propósito e graça.

•  Gn 1.1; 17.1; Ex 15.11-18; Is 43.3; At 17.24-26; Ef 3.11; 1Pe 1.17

•  Deus é infinito em santidade e em todas as demais perfeições.

•  Ex 15.11; Is 6.2; 57.15; Jó 34.10

•  Por isso, a ele devemos todo o amor, culto e obediência.

•  Mt 22.37; Jo 4.23,24; 1Pe 1.15,16

•  Em sua triunidade, o eterno Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas distintas, mas sem divisão em sua essência.

•  Mt 28.19; Mc 1.9-11; 1Jo 5.7; Rm 15.30; 2Co 13.13; Fp 3.3

II.a- Deus Pai

•  Deus, como Criador, manifesta disposição paternal para com todos os homens.

•  Is 64.8; Mt 6.9; 7.11; At 17.26-29; 1Co 8.6; Hb 12.9

•  Historicamente ele se revelou primeiro como pai ao povo de Israel, que escolheu consoante os propósitos de sua graça.

•  Ex 4.22,23; Dt 32.6-18; Is 1.2,3; 63.16; Jr 31.9

•  Ele é Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem enviou a este mundo para salvar os pecadores e deles fazer filhos por adoção.

•  Sl 2.7; Mt 3.17; 17.5; Lc 1.35; Jo 1.12

•  Aqueles que aceitam a Jesus Cristo e nele crêem são feitos filhos de Deus, nascidos pelo seu espírito, e, assim, passam a tê-lo como Pai celestial, dele recebendo proteção e disciplina.

•  Mt 23.9; Jo 1.12,13; Rm 8.14-17; Gl 3.26; 4.4-7; Hb 12.6-11

II.b- Deus Filho

•  Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus.

•  Sl 2.7; 110.1; Mt 1.18-23; 3.17; 8.29; 14.33; 16.16,27; 17.5; Mc 1.1; Lc 4.41; 22.70; Jo 1.1,2; 11.27; 14.7-11; 16.28

•  Nele, por ele e para ele, foram criadas todas as coisas.

•  Jo 1.3; 1Co 8.6; Cl 1.16,17

•  Na plenitude dos tempos ele se fez carne, na pessoas real e histórica de Jesus Cristo, gerada pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, sendo, em sua pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

•  Is 7.14; Lc 1.35; Jo 1.14; Gl 4.4,5

•  Jesus é a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem.

•  Jo 14.7-9; Mt 11.27; Jo 10.30,38; 12.44-50; Cl 1.15,19; 2.9; Hb 1.3

•  Ele honrou e cumpriu plenamente a lei divina e revelou e obedeceu toda a vontade de Deus.

•  Is 53; Mt 5.17; Hb 5.7-10

•  Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando a culpa de nossos pecados, conquanto ele mesmo não tivesse pecado.

•  Rm 8.1-3; Fp 2.1-11; Hb 4.14,15; 1Pe 2.21-25

•  Para salvar-nos do pecado, morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde à destra do Pai, exerce o seu eterno sumo sacerdócio.

•  At 1.6-14; Jo 19.30,35; Mt 28.1-6; Lc 24.46; Jo 20.1-20; At 2.22-24; 1Co 15.4-8

•  Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens e o único e suficiente Salvador e Senhor.

•  Jo 14.6; At 4.12; 1Tm 2.4,5; At 7.55,56; Hb 4.14-16; 10.19-23

•  Pelo seu Espírito ele está presente e habita no coração de cada crente e na igreja.

•  Mt 28.20; Jo 14.16,17; 15.26; 16.7; 1Co 6.19

•  Ele voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar sua obra redentora.

•  At 1.11; 1Co 15.24-28; 1Ts 4.14-18; Tt 2.13

II.c- Deus Espírito Santo

•  O Espírito Santo, um em essência com o Pai e com o Filho, é pessoa divina.

•  Gn 1.2; Jó 23.13; Sl 51.11; 139.7-12; Is 61.1-3; Lc 4.19,18; Jo 4.24; 14.16,17; 15.26; Hb 9.14; 1Jo 5.6,7; Mt 28.19

•  É o Espírito da verdade.

•  Jo 16.13; 14.17; 15.26

•  Atuou na criação do mundo e inspirou os homens a escreverem as Sagradas Escrituras.

•  Gn 1.2; 2Tm 3.16; 2Pe 1.21

•  Ele ilumina os homens e os capacita a compreenderem a verdade divina.

•  Lc 12.12; Jo 14.16,17,26; 1Co 2.10-14; Hb 9.8

•  No dia de Pentecostes, em cumprimento final da profecia e das promessas quanto à descida do Espírito Santo, ele se manifestou de maneira singular, quando os primeiros discípulos foram batizados no Espírito, passando a fazer parte do Corpo de Cristo que é a Igreja. Suas outras manifestações, constantes no livro Atos dos Apóstolos, confirmam a evidência de universalidade do dom do Espírito Santo a todos os que crêem em Cristo.

•  Jl 2.28-32; At 1.5; 2.1-4; Lc 24.29; At 2.41; 8.14-17; 10.44-47; 19.5-7; 1Co 12.12-15

•  O recebimento do Espírito Santo, ocorre quando os pecadores se convertem a Jesus Cristo, que os integra, regenerados pelo Espírito, à igreja.

•  At 2.38,39; 1Co 12.12-15

•  Ele dá testemunho de Jesus Cristo e o glorifica.

•  Jo 14.16,17; 16.13,14

•  Convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

•  Jo 16.8-11

•  Opera a regeneração do pecador perdido.

•  Jo 3.5; Rm 8.9-11

•  Sela o crente para o dia da redenção final.

•  Ef 4.30

•  Habita no crente.

•  Rm 8.9-11

•  Guia-o em toda a verdade.

•  Jo 16.13

•  Capacita-o para obedecer à vontade de Deus.

•  Ef 5.16-25

•  Distribui dons aos filhos de Deus para a edificação do Corpo de Cristo e para o ministério da Igreja no mundo.

•  1Co 12.7,11; Ef 4.11-13

•  Sua plenitude e seu fruto na vida do crente constituem condições para uma vida cristã vitoriosa e testemunhante.

•  Ef 15.18-21; Gl 5.22,23; At 1.8

III- O Homem

•  Por um ato especial, o homem foi criado por Deus à sua imagem e conforme a sua semelhança e disso decorrem o seu valor e dignidade.

•  Gn 1.26-31; 18.22; 9.6; Sl 8.1-9; Mt 16.26

•  Seu corpo foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar.

•  Gn 2.7; 3.19; Ec 3.20; 12.7

•  Seu espírito procede de Deus e para ele retornará.

•  Ec 12.7; Dn 12.2,3

•  O criador ordenou que o homem domine, desenvolva e guarde a obra criada.

•  Gn 1.21; 2.1; Sl 8.3-8

•  Criado para a glorificação de Deus.

•  At 17.26-29; 1Jo 1.3,6,9

•  Seu propósito é amar, conhecer e estar em comunhão com seu Criador, bem como cumprir sua divina vontade.

•  Jr 9.23,24; Mq 6.8; Mt 6.33; Jo 14.23; Rm 8.38,39

•  Ser pessoal e espiritual, o homem tem capacidade de perceber, conhecer e compreender, ainda que em parte, intelectual e experimentalmente a verdade revelada e, tomar suas decisões em matéria religiosa, sem mediação, interferência ou imposição de qualquer poder humano, seja civil ou religioso.

•  Jo 1.4-13; 17.3; Ec 5.14,17; 1Tm 2.5; Jó 19.25,26; Jr 31.3; At 5.29; Ez 18.20; Dn 12.2; Mt 25.32,46; Jo 5.29; 1Co 15; 1Ts 4.16,17; Ap 20.11-30

IV- O Pecado

•  No princípio o homem vivia em estado de inocência e mantinha perfeita comunhão com Deus.

•  Gn 2.15-17; 3.8-10; Ec 7.29

•  Mas, cedendo à tentação de Satanás, num ato livre de desobediência contra seu Criador, o homem caiu no pecado e assim perdeu a plena comunhão que possuía com Deus.

•  Gn 3; Rm 5.12-19; Ef 2.12; Rm 3.23

•  Em conseqüência da queda de nossos primeiros pais, todos somos, por natureza, pecadores e inclinados à prática do mal.

•  Gn 3.12; Rm 5.12; Sl 51.15; Is 53.6; Jr 17.5; Rm 1.18-27; 3.10-19; 7.14-25; Gl 3.22; Ef 2.1-3

•  Todo pecado é cometido contra Deus, sua pessoa, sua vontade e sua lei.

•  Sl 51.4; Mt 6.14; Rm 8.7-22

•  Mas o mal praticado pelo homem atinge também o seu próximo ou, a si mesmo.

•  Mt 6.14,15; 18.21-35; 1Co 8.12; Tg 5.16

•  O pecado maior consiste em não crer na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, como salvador pessoal.

•  Jo 3.36; 16.9; 1Jo 5.10-12

•  Como resultado do pecado, da incredulidade e da desobediência do homem contra Deus, ele está sujeito à morte e à condenação eterna, além de se tornar inimigo do próximo e da própria criação de Deus.

•  Rm 5.12-19; 6.23; Ef 2.5; Gn 3.18; Rm 8.22

•  Separado de Deus, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e assim depende da graça de Deus para ser salvo.

•  Rm 3.20; Gl 3.10,11; Ef 2.8,9

V- Salvação

•  A salvação é outorgada por Deus pela sua graça, mediante arrependimento do pecador e da sua fé em Jesus Cristo como único Salvador e Senhor.

•  Sl 37.39; Is 55.5; Sf 3.17; Tt 2.9-11; Ef 2.8,9; At 15.11; 4.12

•  O preço da redenção eterna do crente foi pago de uma vez por Jesus Cristo, pelo derramamento do seu sangue na cruz.

•  Is 53.4-6; 1Pe 1.18-25; 1Co 6.20; Ef 1.7; Ap 5.7-10

•  A salvação é individual e significa a redenção do homem na inteireza do seu ser.

•  Mt 116.24; Rm 10.13; 1Ts 5.23,24; Rm 5.10

•  É um dom gratuito de Deus que está ao alcance de todos os homens, e que compreende a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação.

•  Rm 6.23; Hb 2.1-4; Jo 3.14; 1Co 1.30; At 11.18

A regeneração é o ato inicial da salvação em que Deus faz nascer de novo o pecador perdido, dele fazendo uma nova criatura em Cristo. É obra do Espírito Santo em que o pecador recebe o perdão, a justificação, a adoção como filho de Deus, a vida eterna e o dom do Espírito Santo. Nesse ato o novo crente é batizado no Espírito Santo, é por ele selado para o dia da redenção final, e é liberto do castigo eterno dos seus pecados.

  • Dt 30.6; Ez 36.26; Jo 3.3-5; 1Pe 1.3; 2Co 5.17; Ef 4.20-24

Há duas condições para o pecador ser regenerado: arrependimento e fé. O arrependimento implica mudança radical do homem interior através de uma entrega irrestrita a Deus, afastando-se assim do pecado e se voltando-se ao Criador. A fé é a confiança e aceitação de Jesus Cristo como Salvador, a convicção na sua obra redentora, e a total entrega da personalidade a ele por parte do pecador.

  • Tt 3.5; Rm 8.2; Jo 1.11-13; Ef 4.32; At 11.17

Nessa experiência de conversão o homem perdido é reconciliado com Deus, que lhe concede perdão, justiça e paz.

  • 2Co 1.21,22; Ef 4.30; Rm 8.1; 6.22

A justificação, que ocorre simultaneamente com a regeneração, é o ato pelo qual Deus, considerando os méritos do sacrifício de Cristo, absorle, no perdão, o homem de seus pecados e o declara justo, capacitando-o para uma vida de retidão diante de Deus e de correção diante dos homens.

  • Is 53.11; Rm 8.33; 3.24

Essa graça é concedida não por causa de quaisquer obras meritórias praticadas pelo homem mas, por meio de sua fé em Cristo.

  • Rm 5.1; At 13.19; Mt 9.6; 2Co 5.31; 1Co 1.30

A santificação é o processo que, principiando na regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para sua vida e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual de Jesus Cristo, mediante a presença e o poder do Espírito Santo que nele habita.

  • Jo 17.17; 1Ts 4.3; 5.23; 4.7

Ela ocorre na medida da dedicação do crente e se manifesta através de um caráter marcado pela presença e pelo fruto do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo.

  • Pv 4.18; Rm 12.1,2; Fp 2.12,13; 2Co 7.1; 3.18; Hb 12.14; Rm 6.19

A glorificação é o ponto culminante da obra da salvação.

  • Rm 8.30; 2Pe 1.10,11; 1Jo 3.2; Fp 3.12; Hb 6.11

É o estado final, permanente, da felicidade dos que são redimidos pelo sangue de Cristo.

  • 1Co 13.12; 1Ts 2.12; Ap 21.3,4

VI- Eleição

•  Eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, do ser humano para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça.

•  Gn 12.1-3; Ex 19.5,6; Ez 36.22,23,32; 1Pe 1.2; Rm 9.22-24; 1Ts 1.4

•  Antes da criação do mundo, Deus, no exercício da sua soberania divina e à luz de sua presciência de todas as coisas, elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, aceitariam livremente o dom da salvação.

•  Rm 8.28-30; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13,14

•  Ainda que baseada na soberania de Deus, essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um e de todos os homens, visto que Deus elege para salvação todos os que se achegam a Cristo, não fazendo discriminação de ninguém.

•  Dt 30.15-20; Jo 6.37; 15.16; Rm 8.35-39; 1Pe 5.10

•  A salvação do crente é eterna. Os salvos que perseveram em Cristo estão guardados pelo poder de Deus.

•  Jo 3.16,36; Jo 10.28,29; 1Jo 2.19

•  Nenhuma força ou circunstância tem poder para separar o crente do amor de Deus em Cristo Jesus.

•  Mt 24.13; Rm 8.35-39

•  O novo nascimento, o perdão, a justificação, a adoção como filhos de Deus, a eleição e o dom do Espírito Santo asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação, bastando somente a estes, perseverança na fé.

•  Jo 10.28; Rm 8.35-39; Jd 24; Mt 24.13

VII- Reino de Deus

•  O reino de Deus é o domínio soberano e universal de Deus e é eterno.

•  Dn 2.37-44; Is 9.6,7

•  É também o domínio de Deus no coração dos homens que, voluntariamente, a ele se submetem pela fé, aceitando-o como Senhor e Rei. É, assim, o reino invisível nos corações regenerados que opera no mundo e se manifesta pelo testemunho dos seus súditos.

•  Mt 4.17; Lc 17.20; 4.43; Jo 18.36; 3.3-5

•  A consumação do reino ocorrerá com a volta de Jesus Cristo, em data que só Deus conhece, quando o mal será completamente vencido e surgirão o novo céu e a nova terra para a eterna habitação dos remidos com Deus.

•  Mt 25.31-46; 1Co 15.24; Ap 11.15

VIII- Igreja

•  Igreja é uma congregação local de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé. É nesse sentido que a palavra “igreja” é empregada no maior número de vezes nos livros do Novo Testamento.

•  Mt 18.17; At 5.11; 20.17-28; 1Co 4.17

•  Tais congregações são constituídas por livre vontade dessas pessoas com finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho.

•  At 2.41,42

•  As igrejas neotestamentárias são autônomas, têm governo democrático, praticam a disciplina e se regem em todas as questões espirituais e doutrinárias exclusivamente pelas palavras de Deus, sob a orientação do Espírito Santo.

•  Mt 18.15-17

•  As igrejas devem relacionar-se com as demais igrejas da mesma fé e ordem e cooperar, voluntariamente, nas atividades do reino de Deus. O relacionamento com outras entidades, quer seja de natureza eclesiástica ou não, não deve envolver a violação da consciência ou o comprometimento da lealdade a Cristo e sua palavra.

•  At 9.31; Rm 12.18; At 24.16; 2Co 1.12

•  Há também no Novo Testamento um outro sentido da palavra “igreja” em que ela aparece como a reunião universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida por Jesus Cristo e sobre ele edificada, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual ele mesmo é a cabeça. Sua unidade é de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do reino de Deus.

•  Mt 16.18; Cl 1.18; Hb 12.22-24; Ef 1.22,23

IX- O Batismo e a Ceia do Senhor

•  O batismo e a ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Jesus Cristo, sendo ambas de natureza simbólica.

•  Mt 3.5,6,13-17; Jo 3.22,23; 4.1,2; 1Co 11.20,23-30

•  O batismo consiste na imersão do crente em água, após sua pública profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador único, suficiente e pessoal.

•  At 2.41,42; 8.12,36-39; 10.47,48

•  Simboliza a morte e sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma nova vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos.

•  Rm 6.3-5; Gl 3.27; Cl 2.12

•  O batismo, que é condição para ser membro de uma igreja, deve ser ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

•  Mt 28.19; At 2.38,41,42; 10.48

•  A ceia do Senhor é uma cerimônia da igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: O pão e o vinho.

•  Mt 26.26-29; 1Co 10.16,17-21; 11.23-29

•  Nesse memorial o pão representa seu corpo dado por nós no Calvário e o vinho simboliza o seu sangue derramado. A ceia do Senhor deve ser celebrada pelas igrejas até a volta de Cristo e sua celebração pressupõe o batismo bíblico e o cuidadoso exame íntimo e pessoal dos participantes.

•  Mt 26.29; 1Co 11.26-28; At 2.42; 20.4-8

X- Ministério da Palavra

•  Todos os crentes foram chamados por Deus para a salvação, para o serviço cristão, para testemunhar de Jesus Cristo e promover o seu reino, na medida dos talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo.

•  Mt 28.19,20; At 1.8; Rm 1.6,7; 8.28-30; Ef 4.1,4; 2Tm 1.9; Hb 9.15; 1Pe 1.15; Ap 17.14

•  Entretanto, Deus escolhe, chama e separa certos homens, de maneira especial, para o serviço distinto, definido e singular do ministério da sua palavra e santo ofício.

•  Mc 3.13,14; Lc 1.2; At 6.1-4; 13.2,3; 26.16-18; Rm 1.1; 1Co 12.28; 2Co 2.17; Gl 1.15-17

•  O pregador da palavra é um porta-voz de Deus entre os homens, devendo ter consciência da responsabilidade que lhe cabe quando ministro do evangelho.

Ex 4.11,12; Is 6.5-9; Jr 1.5-10; At 20.24-28; Tg 3.1,2

•  Cabe-lhe missão semelhante àquela realizada pelos profetas do Velho Testamento e pelos apóstolos do Novo Testamento, tendo o próprio Jesus como exemplo e padrão supremo.

•  At 26.19,20; Jo 13.12-15; Ef 4.11-17

•  A obra do ministro do evangelho tem finalidade dupla: a de proclamar as boas novas aos perdidos e a de apascentar os salvos.

•  Mt 28.19,20; Jo 21.15-17; At 20.24-28; 1Co 1.21; Ef 4.12-16

•  Quando um homem convertido dá evidências de ter sido chamado e separado por Deus para esse ministério, e de possuir as qualificações estipuladas nas Escrituras para o seu exercício, cabe à igreja, segundo suas normas e estatuto, a responsabilidade de separá-lo, formal e publicamente, em reconhecimento da vocação divina já existente e verificada em sua experiência cristã.

•  At 13.1-3; 1Tm 3.1-7

•  Esse ato solene de consagração é consumado quando os membros do ministério ou, concílio de pastores, impõem as mãos sobre o vocacionado.

•  7 At 13.3; 1Tm 4.14

•  Às igrejas cabe a responsabilidade de cuidar e sustentar, adequada e dignamente, seus pastores que forem assalariados.

•  10 2Co 8.1-7; Gl 6.6; Fp 4.14-18

XI- Mordomia

•  Mordomia é a doutrina bíblica que reconhece Deus como Criador, Senhor e Dono de todas as coisas.

•  Gn 1.1; 14.17-20; Sl 24.1; Ec 11.9; 1Co 10.26

•  Todas as bênçãos temporais e espirituais procedem de Deus e por isso devem os homens a ele o que são e possuem e, também, o sustento.

•  Gn 14.20; Dt 8.18; 1Cr 29.14-16; Tg 1.17; 2Co 8.5

•  O crente pertence a Deus porque Deus o criou e o remiu em Jesus Cristo.

•  Gn 1.27; At 17.28; 1Co 6.19,20; Tg 1.21; 1Pe 1.18-21

•  Pertencendo a Deus, o crente é mordomo ou administrador da vida, das aptidões, do tempo, dos bens, da influência, das oportunidades, dos recursos naturais e de tudo o que Deus lhe confia em seu infinito amor, providência e sabedoria.

•  Mt 25.14-30; 31.46

•  Cabe ao crente o dever de viver e comunicar ao mundo o evangelho que recebeu de Deus.

•  Rm 1.14; 1Co 9.16; Fp 2.16

•  As Escrituras Sagradas ensinam que o plano específico de Deus para o sustento financeiro de sua causa consiste na entrega pelos crentes de dízimos e ofertas alçadas.

•  Gn 14.20; Lv 27.30; Pv 3.9,10; Ml 3.8-12; Mt 23.26

•  Devem eles trazer à igreja sua contribuição sistemática e proporcional com alegria e liberdade, para o sustento do ministério, das obras de evangelização, beneficência e outras.

•  At 11.27-30; 1Co 8.1-3; 2Co 8.1-15; Fp 4.10-18

XII- Evangelização e Missões

•  A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando à reconciliação do homem com Deus.

•  Mt 28.19,20; Jo 17.30; At 1.8; 13.2,3

•  É dever de todo discípulo de Jesus Cristo e de todas as igrejas proclamar, pelo exemplo e pelas palavras, a realidade do evangelho, procurando fazer novos discípulos de Jesus Cristo em todas as nações, cabendo às igrejas batizá-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou.

•  Mt 28.18-20; Lc 24.46-49; Jo 17.20

•  A responsabilidade da evangelização estende-se até aos confins da terra e por isso as igrejas devem promover a obra de missões, rogando sempre ao Senhor que envie obreiros para a sua seara.

•  Mt 28.19; At 1.8; Rm 10.13-15

XIII- Educação Religiosa

•  O ministério docente da igreja, sob a égide do Espírito Santo, compreende o relacionamento de Mestre e discípulo, entre Jesus Cristo e o crente.

•  Mt 11.29,30; Jo 13.14-17

•  A palavra de Deus é o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendizagem cristã.

•  Jo 14.26; 1Co 3.1,2; 2Tm 2.15

•  O programa de educação religiosa nas igrejas é necessário para a instrução e desenvolvimento de seus membros, a fim de “crescerem em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. Às igrejas cabe cuidar do doutrinamento adequado dos crentes, visando à sua formação e desenvolvimento espiritual, moral e eclesiástico, bem como motivação e capacitação sua para o serviço cristão e o desempenho de suas tarefas no cumprimento da missão da igreja no mundo.

•  Sl 119; 2Tm 3.16,17; Cl 1.28; Mt 28.19,20

XIV- Liberdade Religiosa

•  Deus, e somente Deus, é o Senhor da consciência.

•  Gn 1.27; 2.7; Sl 9.7-8; Mt 10.28; 23.10; Rm 14.4; 9,13; Tg 4.12

•  A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais do homem, inerente à sua natureza moral e espiritual.

•  Js 24.15; 1Pe 2.15,16; Lc 20.25

•  Por força dessa natureza, a liberdade religiosa não deve sofrer ingerência de qualquer poder humano.

•  Dn 3.15-18; Lc 20.25; At 4.9-20; 5.29

•  Cada pessoa tem o direito de cultuar a Deus, segundo os ditames de sua consciência, livre de coações de qualquer espécie.

•  Dn 3.16-18; 6; At 19.35-41

•  A igreja e o Estado devem estar separados por serem diferentes em sua natureza, objetivos e funções.

•  Mt 22.21; Rm 13.1-7

•  É dever do Estado, garantir o pleno gozo e exercício da liberdade religiosa, sem favorecimento a qualquer grupo ou credo.

•  At 19.34-41

•  O Estado deve ser leigo e a Igreja livre. Reconhecendo que o governo do Estado é de ordenação divina para o bem-estar dos cidadãos e a ordem justa da sociedade, é dever dos crentes orar pelas autoridades, bem como respeitar e obedecer às leis e honrar os poderes constituídos, exceto naquilo que se oponha à vontade e à lei de Deus.

•  Dn 3.16-18; 6.7-10; Mt 17.27; At 4.18-20; 5.29; Rm 13.1-7; 1Tm 2.1-3

XV- Ordem Social

•  Como o sal da terra e a luz do mundo, o cristão tem o dever de participar em todo esforço que tende ao bem comum da sociedade em que vive.

•  Mt 5.13-16; Jo 12.35-36; Fp 2.15

•  Entretanto, o maior benefício que pode prestar é anunciar a mensagem do evangelho; o bem-estar social e o estabelecimento da justiça entre os homens dependem basicamente da regeneração de cada pessoa e da prática dos princípios do evangelho na vida individual e coletiva.

•  Mt 6.33; Mc 6.37; Lc 10.29-37

•  Todavia, como cristãos, devemos estender a mão de ajuda aos órfãos, às viúvas, aos anciãos, aos enfermos e a outros necessitados, bem como a todos aqueles que forem vítimas de quaisquer injustiça e opressões.

•  Ex 22.21,22; Sl 82.3,4; Ec 11.1,2

•  Isso faremos no espírito de amor, jamais apelando para quaisquer meios de violência ou discordantes das normas de vida expostas no Novo Testamento.

•  Is 1.16-20; Mq 6.8; Mt 5.9

XVI- Família

•  A família, criada por Deus para o bem do homem, é a primeira instituição da sociedade. Sua base é o casamento monogâmico e duradouro, por toda a vida, só podendo ser desfeito pela morte ou pela infidelidade conjugal.

•  Gn 1.7; Js 24.15; 1Rs 2.1-3; Ml 2.1

•  O propósito imediato da família é glorificar a Deus e prover a satisfação das necessidades humanas de comunhão, educação, companheirismo, segurança, preservação da espécie e bem assim o perfeito ajustamento da pessoa humana em todas as suas dimensões.

•  Gn 1.28; Sl 127.1-5; Ec 4.9-13

•  Caída em virtude do pecado, Deus provê para ela, mediante a fé em Cristo, a bênção da salvação temporal e eterna, e quando salva poderá cumprir seus fins temporais e promover a glória de Deus.

•  At 16.31,34

XVII- Morte

•  Todos os homens são marcados pela finitude, de vez que, em conseqüência do pecado, a morte se estende a todos.

•  Rm 5.12; 1Co 15.21-26; Hb 9.27; Tg 4.14

•  A Palavra de Deus assegura a continuidade da consciência e da identidade pessoais após a morte, bem como a necessidade de todos os homens aceitarem a graça de Deus em Cristo enquanto estão neste mundo.

•  Lc 16.19-31; Hb 9.27

•  Com a morte está definido o destino eterno de cada homem.

•  Lc 16.19-31; 23.39-46; Hb 9.27

•  Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente deixa de ser tragédia, pois ela o transporta para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. A esse estado de felicidade as Escrituras chamam “dormir no Senhor”.

•  Rm 5.6-11; 14.7-9; 1Co 15.18-20; 2Co 5.14,15; Fp 1.21-23; 1Ts 4.13-17; 2Tm 2.11

•  Os incrédulos e impenitentes entram, a partir da morte, num estado de separação definitiva de Deus.

•  Lc 16.19-31; Jo 5.28,29

•  Na Palavra de Deus encontramos claramente expressa a proibição divina da busca de contato com os mortos, bem como a negação da eficácia de atos religiosos com relação aos que já morreram.

•  Ex 22.18; Lv 19.31; 20.6,27; Dt 18.10; 1Cr 10.13; Is 8.19; Jo 3.18

XVII- Justos e Ímpios

•  Deus, no exercício de sua sabedoria, está conduzindo o mundo e a história a seu termo final.

•  Mt 13.39,40; 28.20; At 3.21; 1Co 15.24-28; Ef 1.10

•  Em cumprimento à sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória.

•  Mt 16.27; Mc 8.38; Lc 17.24; 21.27; At 1.11; 1Ts 4.16; 1Tm 6.14,15; 2Tm 4.1,8

•  Os mortos em Cristo serão ressuscitados, arrebatados e se unirão ao Senhor.

•  Dn 12.2,3; Jo 5.28,29; Rm 8.23; 1Co 15.12-58; Fp 3.20; Cl 3.4

•  Os mortos sem Cristo também serão ressuscitados.

•  Dn 12.2; Jo 5.28,29; At 24.15; 1Co 15.12-24

•  Conquanto os crentes já estejam justificados pela fé, todos os homens comparecerão perante o tribunal de Jesus Cristo para serem julgados, cada um segundo suas obras, pois através destas é que se manifestam os frutos da fé ou os da incredulidade.

•  Mt 13.49,50; At 10.42; 1Co 4.5; 2Co 5.10; 2Tm 4.1; Hb 9.27; 2Pe 2.9

•  Os ímpios condenados e destinados ao lago de fogo, lá sofrerão o castigo eterno, separados de Deus.

•  Dn 12.2,3; Mt 16.27; Mc 9.43-48; Lc 16.26-31; Jo 5.28,29; Rm 6.22,23

•  Os justos, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre com o Senhor.

•  Dn 12.2,3; Mt 16.27; 25.31-40; Lc 14.14; 16.22,23; Jo 5.28,29; 14.1-3; Rm 6.22,23; 1Co 15.42-44; Ap 22.11,12